“Os dias se tornaram os mesmos para ela. Acordava com vontade de ir dormir novamente, só para evitar qualquer tipo de decepção. Não era exatamente carência, mas era vontade de ter algo que não podia.Alguém. Passava as tardes inventando os mesmos planos de sempre, os mesmos diálogos, nos mesmos lugares, com as mesmas pessoas. Ela era fria, totalmente fria. Seu coração era congelado, para falar a verdade.Ela não queria se machucar de novo. Suas lagrimas já eram suficientes para mostrar o quão ferida ela estava. Ela queria começar do inicio, mas não podia. Deitava na sua cama e se cobria com o edredom mais quente que tinha. Lia livros, lia histórias de amor. Talvez isso pudesse fazê-la acreditar que algo pode existir entre duas pessoas sem que uma tenha que sair ferida no final.As pessoas tinham um olhar diferente sobre aquela garota. […] Ela era meio diferente demais. Nunca se sentia capaz de fazer algo descente. Todos conseguiam perceber que ela estava destruída, machucada, iludida. Todos percebiam que ela embarcava numa luta para achar um sorriso verdadeiro no meio de tantas lágrimas. Ela deveria ser forte, mas sua força havia ido embora há muito tempo. Ela só parecia ser o que não era. Ela não era de ferro, muito menos resistente. Ela queria dar um tempo com tudo e finalmente poder colocar as coisas em seus devidos lugares. Ela tentava reconstruir a si própria. Era movida por lembranças e recordações de algo que nunca mais vai voltar. Sua felicidade? Provavelmente. Ela estava esgotada e não via graça em nada. Era como se o vento pudesse lhe derrubar. Era exatamente assim.” Bárbara Brasil (c1umenta)
(Source: c-ript0nita)
E todos os dias era assim: vestia sua armadura e seguia. Ficara mais fria e amarga que o café da noite passada. Sabia para e por onde ir. As horas passavam lentamente e angustia atormentava-a. Queria chegar em casa, tirar sua pesada armadura e desbloquear seu sentimentos… Será que ainda restara algum? Nem sofria mais, nem sentia falta. Até mesmo a solidão não incomodara-lhe mais. Não que estivesse satisfeita, estava acostumada a não ter ninguém, a não ser ninguém. Perdera todo o encanto da vida, nem sorria, nem chorava, apenas respirava… Respirava o gelo.
(Source: a-in-domavel)
- Você é muito ignorante.
- Eu sei, mas se eu for aquela menina que fui um dia todos vão me machucar. É como um escudo, uma barreira para não deixar eles me atingirem, entende?
- Bem, eu não quero te machucar.
- Ninguém quer machucar ninguém, mas eles acabam machucando sem perceber… (coisaseternas)
Eu mudei, completamente, dizem que eu fiquei fria, eu só acho que eu parei de demonstrar o que eu sinto, o que eu preciso, parei de me iludir tanto com as pessoas, elas não me entendem, ninguém entende, agora, minha unica companhia verdadeira é o silêncio, eu me sinto bem com ele, fico absorta, completamente perdida nos meus pensamentos, e inundada pelos meus sonhos.
Em 2011 quantas coisas você prometeu? Quantas conseguiu cumprir? Quantas esqueceu? Quantas decidiu mudar? Quantas doem lembrar? Quantas você gostaria de ter cumprido? Quantas coisas você mudaria? Quantos sorrisos pensou que daria? Quantos realmente deu?
Raquel Fonseca
(via taahpiva)
E sigo mantendo essa pose de garota forte a todo tempo. Sei que posso ser firme, mesmo quando a minha vontade é de desmoronar. Aprendi a esconder muito bem a minha dor. A dizer que esta “tudo bem”, mesmo quando não esta “nada bem”. Eu já levei tanta rasteira que fui me fortalecendo com elas. Não tão forte a ponto ficar imune a qualquer tipo de dor. Mas forte do tipo de saber encarar melhor qualquer tipo de situação. De saber encarar as pessoas com um sorriso, mesmo quando a vontade é de chorar. Intimidade de Garota - Pâmela Ferreira
(Source: intimidadedegarota, via entr3linhas)